domingo, 14 de outubro de 2007

sinpse


Baseado no romance homonimo de Lauren Weisberger, O Diabo Veste Prada é uma comédia, mas poderia ser definida como uma fábula hollywoodiana. Realidade e ficção se misturam revelando um final com pequenas lições de moral, como a vitória da bondade sobre a astúcia e a derrota de pessoas arrogantes. .
A jovem Andrea(Anne Hathaway) chega a Nova York na tentativa de realizar seu sonho: se tornar uma jornalista e arrumar um bom emprego (de preferência no The New Yorker). Porém, sem saber absolutamente nada sobre moda, Andrea acaba conseguindo um emprego como segunda assistente da diretora da revista Runaway, Miranda Priestley (a ganhadora do Oscar, Meryl Streep). A“Diaba” Miranda e suas ordens absurdas são temidas por todos dentro da redação. Andrea aceita o desafio, afinal de contas, depois de um ano nas mãos de Miranda, seria fácil crescer em qualquer outra publicação.
Meryl Streep está perfeita no papel de carrasca. A atriz consegue a façanha de ser extremamente grosseira e manter a “finesse” que lhe cabe. Seu olhar frio e a face de “mostro” são tão bem caracterizados que o público consegue perceber a carência afetiva que existe por trás da aparência sisuda de Miranda. Ao final do filme, o fato se confirma e Miranda acaba ganhando inclusive uma certa empatia do espectador.
Anne Hathaway não decepciona do papel de co-protagonista, podendo ser comparada a Streep, apesar da grande diferença de experiência. A leveza no olhar da atriz traduz com fidelidade a jornada da personagem, e sua ascensão de patinho feio a cisne branco do filme.
O diretor responsável por essa trama, David Frankel, dirige o elenco com a mesma desenvoltura e competência pela qual ficou conhecido na série cult Sex and The City. Como na série, Frankel consegue criar momentos cômicos/irônicos irresistíveis, unindo cinismo com o forte senso de moral e valores tradicionais americanos.
Enfim, apesar do American Way of Filming, O Diabo Veste Prada (e Chanel, Valentino, Donna Karan...) diverte os espectadores graças a interpretação de todo o elenco, e ironiza o mundo exclusivo da moda, enfatizando alguns dos seus aspectos mais peculiares. Filminho agradável.

ficha técnica

título Original: The Devil Wears Prada
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 109 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2006
Site Oficial: www.devilwearspradamovie.com
Estúdio: 20th Century Fox / Peninsula Films
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: David Frankel
Roteiro: Aline Brosh McKenna, baseado em livro de Lauren Weisberger
Produção: Wendy Finerman
Música: Theodore Shapiro
Fotografia: Florian Balhaus
Desenho de Produção: Jess Gonchor
Direção de Arte: Anne Seibel e Tom Warren
Figurino: Patricia Field
Edição: Mark Livolsi
Efeitos Especiais: Lola Visual Effects

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

elenco

Meryl Streep (Miranda Priestly)
Anne Hathaway (Andrea "Andy" Sachs)
Emily Blunt (Emily)
Stanley Tucci (Nigel)
Adrian Grenier (Nate)
Tracie Thoms (Lilly)
Rich Sommer (Doug)
Simon Baker (Christian Thompson)
Daniel Sunjata (James Holt)
Jimena Hoyos (Lucia)
Rebecca Mader (Jocelyn)
Tibor Feldman (Irv Ravitz)
Stephanie Szostak (Jacquelline Follet)
David Marshall Grant (Richard Barnes)
James Naughton (Stephen)
Gisele Bundchen (Serena)
Heidi Klum (Heidi Klum)
Valentino Garavani (Valentino Garavani)



imagens e pôsters














sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Curiosidades


Meryl Streep e figurinos reinam em “O Diabo Veste Prada”

Há filmes que têm um personagem tão forte, interpretado por ator de tamanho talento, que sua presença na tela atrai todas as atenções. As cenas em que tal personagem não aparece são encaradas com bocejos pelos espectadores, que torcem para vê-lo de volta à tela. São figuras que marcam o filme de maneira que temos a tendência a só nos lembrarmos d
elas ao fim da exibição. É o caso de Anthony Hopkins e seu Hannibal Lecter; de Jack Nicholson e seu Coringa; de Marlon Brando e seu Vito Corleone; de Robert De Niro e seu Max Cady. Sem exagero, é também o caso de Meryl Streep e sua Miranda Priestly, nessa surpreendente comédia “O Diabo Veste Prada”, de David Frankel.
A figura de Meryl Streep, o diabo em questão do título, domina o filme. Se é um choque vê-la com os cabelos curtos e grisalhos, é um prazer assistir-lhe como a terrível editora da revista de moda mais importante do mundo, que trata seus subordinados com um misto de desprezo e sadismo. Sua primeira aparição é precedida de uma série de detalhes que criam tensão na platéia e são indícios do poder da personagem: o salto do sapato, o olhar assustado dos colegas de trabalho, adereços do figurino. O tom de voz monocórdico, a pose altiva e o olhar gélido constituem uma das maiores atuações da atriz.
A trama é baseada no romance homônimo de Lauren Weisberger, que supostamente retrata Anne Wintour, editora-chefe da “Vogue” americana. A heroína, interpretada por Anne Hathaway, é Andy, a jornalista cheia de ideais que termina por ser contratada em Nova York como assistente da temida Miranda. O Diabo que, como se sabe, despreza quem o cultua, enxerga em Andy uma assistente diferente das outras, sempre tão submissas. E a moça, que nunca havia se interessado por moda, se vê de repente em um mundo de mulheres macérrimas, de saltos altíssimos e egos inchados.
Andy sofre para encaixar-se nesse ambiente. A ajuda vem de Nigel, diretor de moda da revista, que toca a moça na testa como com uma varinha de condão e a ajuda a tornar-se uma profissional bem-vestida e elegante. A interpretação do sempre competente Stanley Tucci foge da linha de seus papéis, e é também um dos pontos altos do filme.
Integrada ao universo da revista e da moda, a jovem Andy cai nas graças da temida chefe, que ao fim revela estar buscando uma sucessora (como é de sempre se esperar do Diabo). Nesse ponto somente, passado em Paris, a trama poderia ter sido mais bem desenvolvida, deixando a sensação de que quiseram correr direto para o desfecho do filme.
“O Diabo Veste Prada” poderia ser encarado como uma leve comédia de sessões vespertinas, mas tem inegáveis méritos citados que o colocam bem acima da mediocridade. O diretor David Frankel tem como trabalhos mais famosos alguns episódios da série “Sex and the City”, o que – seja pela temática, seja pelo público-alvo – o tornam o nome ideal para a direção do filme. Apesar de alguns momentos lembrarem de fato o seriado, sua direção é correta, sem ousadias ou surpresas, às quais o filme não se propõe.
Destaca-se também (e isso não poderia ser absolutamente esquecido) o caprichado figurino de Patricia Field, que também vem de “Sex and the City”. Entre as marcas, Chanel predomina; ironicamente, Prada aparece em poucos momentos. Pode-se até criticar o fato de os figurinos serem tão glamurosos que não reproduziriam nem mesmo o universo da moda: mas isso é cinema, e cinema sobre moda, e nada é mais natural que tornar as coisas ainda mais belas do que já são.

O Diabo veste Prada |O Livro|


"O Diabo veste Prada" conta a história de Andrea Sachs, uma típica garota do interior dos Estados Unidos que acaba de se formar em Jornalismo e parte para New York, em busca de seu primeiro emprego na área. Acaba caindo de pára-quedas no prédio Elias-Clark, onde se torna assistente da poderosa editora-chefe Miranda Priestly, da revista Runway, um emprego que milhares de garotas dariam a vida para ter. Mas a mulher é a encarnação do demônio e além de fazer todo o mundo da moda tremer pelo seu poder de erguer ou destruir uma carreira, ela transforma a vida de seus empregados em uma verdadeiro inferno, exigindo as tarefas mais loucas 24 horas por dia.

Lauren Weisberger, autora de "O Diabo veste Prada", teve uma carreira bem parecida. Foi assistente da lendária editora-chefe da Vogue americana, Anna Wintour.